Jogar no vôlei ecano…

Túlio Buchionni, ponta

Ah, a minha primeira impressão foi grandiosa – e continua sendo, é bom deixar claro. Para um garoto vindo do interior, acostumado a jogar só vôlei de areia nas tardes quentes de verões fortes, o CEPE e seus milhares de atletas, quadras e jogos era algo de sensacional! Algo como aquele espaço dedicado a esportes que você sempre quis freqüentar e nunca conseguiu.

Se por um lado parecia um tanto difícil me concentrar e entender o que significava ser “ponta”, como me posicionar do jeito certo naquele maldito rodízio ou como acertar uma “paralela” ou um “chute alto” – sim, pra quem não sabe, no vôlei também existem chutes, só que com a mão (não fui eu que inventei esse nome!) – por outro todo o deslumbramento de participar do time nunca me deixava desapontar.

Depois vieram os primeiros amistosos, os primeiros campeonatos e, por fim, o JUCA e o BIFE – a essa altura eu já estava muito mais confiante e muito mais por dentro das minhas funções e do funcionamento do time como um todo. O mais impressionante é, além de jogar, poder sentir essa sensação absurda e indescritível de vestir a camisa da ECA, olhar para a torcida e sentir que você está representando centenas de pessoas. E bom, nem é preciso dizer que ser parte do time, conviver e fazer amizade com pessoas incríveis de cursos diferentes do seu já é motivo para se aventurar em qualquer esporte. Agora é a sua vez, bixo!

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